Filha de Maria de Lourdes Egydio de Sousa Aranha e Eudoro Libâno Villela, fundador do Banco Itaú, após a morte do pai, Maria de Lourdes Egydio Villela passou a ser a controladora majoritária do Grupo Itaúsa, que inclui, além do Itaú Unibanco, as empresas Duratex, Itautec e a indústria química Elekeiroz. Na lista de bilionários feita pela revista Forbes em 2011, aparece com uma fortuna estimada em 2 bilhões de dólares.
 
Como herdeira do Itaú Unibanco decidiu dedicar-se à filantropia. Foi recentemente nomeada Embaixadora da Boa Vontade pela Unesco e é presidente do Instituto Faça Parte, cuja tarefa é viabilizar o trabalho voluntário usando uma fórmula bastante simples, mas que requer intensa dedicação: ligar jovens e adultos capacitados a entidades que buscam, cada vez mais, mão-de-obra voluntária. Além disso, a paulistana nascida em 1943 preside o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), e o Instituto Itaú Cultural.

Com formação em psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC SP), Milú Vilela, como ficou conhecida, começou cedo na casa de apoio a crianças e mães solteiras mantida durante a sua infância pela avó. O fascínio foi tanto que Milú acabou assumindo uma escola infantil quando adulta, e foi trabalhar com pessoas carentes na região do Real Parque e Jardim Miriam, ambos na zona sul de São Paulo.

Milú acompanhou de perto o aumento do número de Organizações Não Governamentais no Brasil nos últimos anos e ajudou, pessoalmente, a incrementar o número de voluntários em atuação no país. Em 1997, inaugurou o Centro de Voluntariado de São Paulo e, em 2001, foi convidada a integrar o comitê brasileiro no Ano Internacional do Voluntário, evento realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 123 países com o objetivo de aumentar a quantidade de trabalho voluntário no mundo. Durante o período de 2003 a 2006, Milú foi também membro do Conselho Curador da Fundação Dom Cabral.


Imprimir Enviar artigo para um amigo Criar um arquvo PDF do artigo